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CONFEDERAÇÃO
BRASILEIRA DE CINOFILIA Fédération Cynologique
Internationale
Padrão FCI 225 23/06/1987 Classificação
F.C.I.:
Grupo 2 - Pinscher e Schnauzer,
Molossóides, Boiadeiros e Montanheses Suíços e
raças assemelhadas.
Seção 2 - Molossóides
Padrão FCI no 225 - 23 de junho de 1987.
País de origem: Brasil
Nome no país de origem: Fila Brasileiro
Utilização: Guarda e boiadeiro Sujeito à
prova de temperamento para campeonato.
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APARÊNCIA
GERAL: raça tipicamente molossóide. Poderosa
ossatura, figura retangular e compacta,
harmoniosa e proporcional. Apresenta, aliada a
uma massa muscular, grande agilidade concentrada
e facilmente perceptível. As fêmeas devem exibir
feminilidade bem pronunciada, diferenciando-se,
nitidamente, dos machos.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: dotado de
coragem, determinação e valentia notáveis. Para
com os de sua casa é dócil, obediente e
extremamente tolerante com as crianças. É
proverbial sua fidelidade, procurando com
insistência a companhia dos donos.
Caracteriza-se pela aversão a estranhos. De
comportamento sereno, revelando segurança e
confiança própria, absorve perfeitamente
ambientes e ruídos estranhos. É fiel à guarda da
propriedade, dedicando-se, também, e, por
instinto, às lides de gado e à caça de animais
de grande porte.
MOVIMENTAÇÃO: passos largos, elásticos,
lembrando os dos felinos. A característica
principal é a movimentação dos dois membros, de
um mesmo lado, para depois movimentar os do
outro (passo de camelo); o que lhe confere
movimentos gingantes, com balanço lateral do
tórax e dos quadris, acentuados na cauda, quando
está erguida. Na passada, a cabeça é portada
abaixo da linha do dorso. Trote fácil, suave,
livre, de passadas largas, com bom alcance e
rendimento. Galope poderoso, alcançando
velocidade insuspeita em cães de tal porte e
peso. A movimentação do Fila Brasileiro é sempre
influenciada por suas articulações, típicas do
molossóide, o que, efetivamente, lhe permite
súbitas e rápidas mudanças de direção.
EXPRESSÃO: em repouso é calma, nobre e
segura. Nunca apresenta olhar vago ou de enfado.
Em atenção, sua expressão é de determinação,
refletida num olhar firme e penetrante.
CABEÇA: grande, pesada, maciça, sempre em
harmonia com o tronco. Vista de cima, o aspecto
é periforme, inscrito num trapézio.
Vista de perfil, o crânio e o focinho guardam a
proporção aproximada de 1:1, sendo o focinho
ligeiramente menor que o crânio.
Crânio: (3) de perfil, mostra suave
curva, do stop ao occipital, que é bem marcado e
saliente, notadamente nos filhotes. De frente, é
largo, amplo, com a linha superior ligeiramente
arqueada. As faces laterais descem em curva,
quase vertical, estreitandose
para o focinho, sem fazer degrau.
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Stop: (2)
visto de frente, é, praticamente, inexistente.
Sulco sagital em suave ascendência até,
aproximadamente, a metade do crânio. Visto de
perfil, é baixo, inclinado e, virtualmente,
formado pelas arcadas superciliares muito
desenvolvidas.
Focinho: (1) forte, largo, profundo,
sempre proporcional ao crânio. Visto de cima, é
cheio sob os olhos, estreitando-se, muito
levemente, até o meio, alargando-se, também
levemente, até a curva anterior. Visto de
perfil, a linha superior é reta ou levemente
romana, nunca ascendente. A linha anterior é
quase perpendicular à linha superior, com
ligeira depressão logo abaixo do nariz, e
seguindo para a linha inferior por uma curva
perfeita dos lábios superiores, que são grossos,
pendentes, sobrepõem-se aos inferiores,
definindo a linha inferior do focinho, quase
paralela à superior, terminando com a comissura
labial sempre aparente. Lábios inferiores: bem
ajustados ao maxilar, da ponta do queixo até os
caninos, soltos daí para trás, com as bordas
denteadas. Focinho de boa profundidade na raiz,
sem ultrapassar o comprimento. Na oclusão dos
lábios, a rima labial se delineia em forma de
“U” invertido, profundo.
Trufa: narinas de cor preta, largas, bem
desenvolvidas, sem ocupar toda a largura do
maxilar.
Olhos: de tamanho médio a grande, em
formato amendoado e bem afastados, de inserção
média a profunda; a coloração vai, do castanho
escuro ao amarelado, sempre de acordo com a
pelagem. Devido à pele solta, muitos exemplares
apresentam pálpebras caídas, detalhe que não
deve ser considerado falta, pois aumenta o
aspecto triste do olhar típico da raça.
Orelhas: grandes, grossas, em forma de
“V”. Largas na base, estreitando-se na
extremidade arredondada. Inserção inclinada, com
o bordo anterior mais alto que o posterior, na
parte mais posterior do crânio, na altura da
linha média dos olhos, quando em repouso. Quando
em atenção, a base eleva-se acima da inserção.
Portadas caídas de lado (1) ou dobradas para
trás (2), mostrando o seu interior.
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Dentes:
caracterizam-se pela maior largura em relação à
altura. São fortes e claros. Os incisivos
superiores, largos na base e afilados na ponta.
Os caninos são poderosos, bem inseridos e
afastados. A mordedura ideal é em tesoura, sendo
admissível a mordedura em torquês.
PESCOÇO: extraordinariamente forte e
musculoso, dando a impressão de curto. Linha
superior levemente arqueada, destacando bem a
passagem do crânio para a nuca. Garganta provida
de barbelas.
LINHA SUPERIOR: cernelha inclinada,
aberta, devido ao afastamento das escápulas, e
ligeiramente mais baixa que a garupa. Após a
cernelha, a linha superior muda de direção,
ascendendo até a garupa, sem qualquer tendência
a sela ou carpeamento.
GARUPA: angulada aproximadamente a 30º
com a horizontal; larga, longa, delineando uma
curva suave. Pouco mais alta do que a cernelha.
Vista por trás, a garupa deve ser ampla, de
largura aproximadamente igual à do tórax,
podendo ser ainda mais larga nas fêmeas.
TRONCO: forte, largo e profundo,
revestido de pele grossa e solta. Tórax mais
longo que o abdome. O comprimento do tronco,
medido do antepeito à parte posterior da nádega,
é determinado pela altura da cernelha, mais 10%.
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TÓRAX:
costelas de bom arqueamento, sem, todavia,
influenciar a posição dos ombros; peito largo e
profundo, atingindo a ponta do cotovelo.
Peitorais (antepeito) bem salientes.
FLANCOS: menos longos e menos profundos
que o tórax, mostrando a separação de suas
regiões integrantes. Nas fêmeas, as abas do
flanco são mais desenvolvidas. Visto por cima, é
menos largo e cheio que o tórax e a garupa,
porém, sem marcar cintura.
LINHA INFERIOR: peito longo e paralelo ao
solo, em toda a sua extensão. Ventre suavemente
ascendente, nunca esgalgado.
ANTERIORES: ombros idealmente
estruturados por dois ossos de igual tamanho
(escápula e úmero), sendo que, a escápula faz
45º com a horizontal e aproximadamente 90º com o
úmero. A articulação escápulo-umeral, que forma
a ponta do ombro, está situada no mesmo nível e
um pouco atrás da ponta do esterno. O ideal é
que o ombro ocupe o espaço da cernelha ao
esterno, e a ponta do ombro se situe à meia
altura dessa distância. Uma perpendicular,
baixada pela cernelha, deve atravessar o
cotovelo e recair na pata. A altura do cotovelo
ao chão é igual à do cotovelo à cernelha. Braços
paralelos, de ossatura poderosa e reta, carpos
fortes e aparentes, metacarpos curtos, levemente
inclinados.
Patas: formadas por dedos fortes e bem
arqueados, não muito juntos, apoiados em
digitais espessas e contornando almofadas
plantares largas, profundas e grossas. Em sua
posição correta, os dedos devem apontar para a
frente. Unhas fortes, escuras, podendo ser
brancas quando essa for a cor do respectivo
dedo.
POSTERIORES: de ossatura forte,
ligeiramente mais leve que a dos anteriores,
porém nunca deverá parecer fina em relação ao
todo. Coxa larga, de contorno abaulado, formada
pelos músculos que descem do ílio e do ísquio,
que delineiam a curva da nádega, razão de
exigir-se o ísquio de bom comprimento.
Pernas: paralelas, tarsos fortes,
metatarsos levemente inclinados, mais altos que
os metacarpos. Angulações do joelho e jarrete,
moderadas.
Patas: iguais às anteriores, apenas, um
pouco mais ovaladas. Não devem apresentar ergôs.
CAUDA: de raiz muito larga, inserção
média, afinando rapidamente, com a ponta
alcançando o nível do jarrete. Quando o cão está
excitado, eleva-se, acentuando a curva da
extremidade. Não deve cair sobre o dorso ou
enroscar-se.
ALTURA: machos: 65 a 75 cm.
fêmeas: 60 a 70 cm.
PESO: machos, mínimo de 50 kg.
fêmeas, mínimo de 40 kg.
COR: o branco, cinza rato, malhado,
manchetado, preto e canela e azul são cores não
permitidas. São permitidas todas as cores
sólidas, tigradas de fundo nas cores sólidas,
com rajas de pouca intensidade até os fortemente
rajados, podendo ou não apresentar
máscara preta. Em todas as cores permitidas,
admitem-se marcações brancas nos pés, peito e
ponta da cauda. Indesejáveis as manchas brancas
no restante da pelagem.
PELE: representa uma das características
rácicas mais importantes. É grossa, solta em
todo o corpo, principalmente no pescoço, onde se
formam pronunciadas barbelas, estendendo-se, em
muitos casos, pelo peito e abdome. Alguns
exemplares apresentam uma dobra nas faces
laterais da cabeça e, também, na cernelha,
descendo até o ombro. Com o cão em repouso, a
cabeça não apresenta rugas; quando excitado, na
contração para erguer as orelhas, a pele do
crânio forma, entre elas, pequenas rugas
longitudinais.
PELAGEM: formada de pêlo baixo, macio,
espesso e bem assentado.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste
padrão deve ser considerado como falta e
penalizado na exata proporção de sua gravidade.
FALTAS GERAIS: tentativas por meios
artificiais de alcançar determinados efeitos;
albinismo; deficiência de tipo; etc.
FALTAS LEVES: tudo que se afasta da
descrição do padrão.
FALTAS GRAVES
• Focinho curto;
• Orelhas pequenas;
• Orelhas de implantação alta;
• Olhos excessivamente claros;
• Presença de rugas no crânio, estando o animal
em repouso;
• Prognatismo inferior;
• Falta de 2 (dois) dentes;
• Papadas;
• Dorso selado;
• Garupa muito estreita;
• Cauda portada enroscada, acima da linha do
dorso;
• Peito pouco profundo;
• Desvios acentuados de metacarpos ou
metatarsos;
• Posteriores muito angulados;
• Passos curtos.
FALTAS MUITO GRAVES
• Cabeça pequena;
• Lábios superiores curtos;
• Stop pronunciado, visto de frente;
• Olhos protuberantes;
• Falta de 2 (dois) dentes, exceto os P1;
• Falta de barbelas;
• Apatia e timidez;
• Sensibilidade negativa ao tiro;
• Dorso carpeado;
• Linha superior plana;
• Linha inferior excessivamente esgalgada;
• Jarrete de vaca;
• Ausência de angulações dos posteriores (perna
de porco);
• Ossatura leve;
• Falta de substância;
• Acima do máximo de altura;
• Marcações em branco que excedam ¼ (um quarto)
do geral;
• Despigmentação nas pálpebras;
• Olhos redondos;
• Figura quadrada.
FALTAS ELIMINATÓRIAS
• Agressividade para com seu dono;
• Covardia;
• Nariz cor de carne;
• Prognatismo superior;
• Prognatismo inferior com dentes à mostra,
estando a boca fechada;
• Falta de 1 (um) dente canino ou 1 (um) molar,
exceto o 3º (terceiro);
• Olhos azuis, louçados;
• Orelhas ou cauda operadas;
• Garupa mais baixa que a cernelha;
• Todos os cães brancos, cinza-rato, malhados,
manchetados e os pretos e castanhos;
• Abaixo do mínimo de altura;
• Ausência de pele solta;
• Ausência do passo de camelo.
NOTAS:
• os machos devem apresentar os dois testículos,
de aparência normal, bem desenvolvidos e
acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de
anomalia física ou de comportamento deve ser
desqualificado.
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